quarta-feira, 26 de maio de 2010

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Contando ninguém acredita!
Pois é a mais pura verdade. Minha vida tem sido sacudida por fatos inéditos, mas tão novos que acredito que poucas pessoas no mundo tenham passado por experiências como essas. Mudança de estado civil, de cidade, de emprego, de rotinas são alguns dos fatores que sacodem minha existência. O cotidiano está recheado de novidades que eu passo a dividir com você. A seguir vai a lista do que estou preparando...
Sozinho novamente
Caminhadas na beira da Lagoa
Juntando documentos
Viagens
Moradia
Compras
Aluguel
Desistindo do aluguel
Casa nova. Nova?

Emprego novo
Caronas
Carnaval
Camping

Fim de semana no Uruguai
Procurando casa em Bagé
Meu companheiro cupim
Bicho no ouvido
A indumentária do povo
O calor insuportável
O ônibus Pelotas – Rio Grande- descem todos os passageiros de pé
De Rio Grande a Bagé pela Planalto
O Concurso da FURG
Os restaurantes de Bagé
Os “fundamentos” de Bagé
Os panchos no vapor
Os colegas de trabalho
Os Bairros de Bagé
O campo
Meus anfitriões
A moto
No hospital em rio grande

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Primeira viagem no ônibus de linha

Ainda contando minhas inusitadas histórias:Um dia antes de prestar o concurso em Bagé,ainda em 2009, fui de ônibus. Tudo transcorria bem, aquele trajeto sendo cumprido lentamente numa agradável tarde de sábado de outubro, até que chegamos a uma cidadezinha próxima ao destino. Ao contrário das paradas anteriores, onde entrava e saía pouca gente , em Candiota entrou um número grande de pessoas, na maioria homens, de trajes de operário, falando alto. Pelo sotaque se notava serem de outro estado, nordeste ou sudeste talvez. Pelo assunto, dava para deduzir que trabalhavam em empreiteiras. Numa das poltronas, um médico, amigo de infância que eu não via há muito. Meu amigo tem um tamanho avantajado. Tanto, que não cabe num só assento do coletivo. Ele sentara numa poltrona do corredor, mas acabou ocupando mais da metade da outra. Até hoje os veículos ainda não dispõem de assentos especiais, causando um constrangimento a quem necessita se deslocar utilizando aquele tipo de transporte. A pessoa, queira ou não, acaba ocupando dois assentos. Pois foi aí que a coisa começou. Um cidadão, dos mais falantes, jovem adulto que embarcara nesta última parada, mesmo vendo que seria impossível caber ao lado do médico, pediu licença para sentar, ao que o passageiro sentado disse que não seria possível, pois não havia espaço para mais um naquele já limitado banco de ônibus. O mal educado começou a armar um barraco, com altos brados, falando para todos os demais passageiros que era um absurdo uma pessoa ocupar dois assentos. O sujeito, não contente com a confusão armada, expondo o outro passageiro a uma situação embaraçosa, foi chamar o fiscal e o cobrador do ônibus para resolver a situação. Exigindo que o cobrador vendesse uma segunda passagem do senhor cujo volume corporal extrapolava o assento. Assim foi feito, a segunda passagem foi vendida, com o consentimento do meu volumoso amigo, mas os demais passageiros se mostraram totalmente desacomodados, chateados com a situação. Ali pude constatar o choque de culturas e o que uma grande obra pode criar. São os efeitos colaterais, a exemplo que acontece em minha cidade natal e outras regiões do país onde se constróem mega projetos. Dizem alguns que é o ônus do progresso. Há que se administrado isso.
Chegando em Bagé, me ofereci para acompanhar o amigo até o hotel onde iria se hospedar, mas ele, agradecendo, dispensou, me tranquilizando pois estava esperando sua esposa para o levar de carro. Temi que os mal educados fossem também brigões e covardes. Mas vi que a arma deles era só a boca.
Mapa do Google em mãos, fui a pé até o hotel Cassino. Tudo tranquilo e em paz, finalmente...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Contando ninguém acredita

Devido ao fato de ter que me deslocar continuamente de Rio Grande a Bagé, duas cidades gaúchas vizinhas, mas de cultura completamente diferentes, tenho passado por situações, no mínimo, inusitadas.

Minha vida corria tranquilamente, professor de escola técnica estadual, de disciplinas que há um bom tempo lecionava, um currículo razoável para o mercado, mulher e filhas, tudo em paz...até que... separação!!!

De todas as providências que tomei, duas delas repercutiram bastante na minha rotina. Prestei concurso para servidor público federal em duas universidades. Passei primeiro em Bagé e, claro me desloquei imediatamente para a Rainha da Fronteira. A universidade em rio grande, se me chamar, eu vejo depois...

São pouco mais de 250 quilômetros em uma estrada muito bem pavimentada, com pouco movimento, algumas elevações e depressões que acompanham o relevo geográfico- as coxilhas de Bagé- que eu percorri na minha moto 125 cc, em contadas 4 horas. De ônibus se leva 4 horas e meia. Dá pra acreditar?

A cidade é linda, com aquela cultura típica do gaúcho, os prédios suntuosos, as pessoas, muitas com seu trajar característico campeiro- botas, bombachas, chapéu de aba larga... algo muito interessante de se ver, como se estivéssemos em um parque temático, só que é real!

A população de Bagé é a metade da minha cidade natal, que tem cerca de duzentos e poucos mil habitantes, mas a renda é bem maior, pelo que se nota na pompa de lojas e nos preços cobrados. Aqui tudo é mais caro!

A passagem de ônibus até Rio Grande custa mais ou menos 37 reais mas a viagem é uma verdadeira tortura. Nunca consegui um ônibus direto. Ele vai parando de cidade em cidade, onde descem uns, sobem outros. O passageiro que segue viagem deve avisar ao fiscal que continua no ônibus e ainda deve marcar o seu lugar com um objeto, para não ter uma surpresa de ver sentado no seu lugar um passageiro recém chegado.

Outro dia eu conto mais...